Judd Apatow não erra a mão, ao que tudo indica. Mesmo produzindo o gênero paródia, uma empreitada que poderia parecer extremamente batida atualmente depois de TODO MUNDO EM PÂNICO, EPIC MOVIE e outros títulos parecidos, a mente cômica por trás de LIGEIRAMENTE GRÁVIDOS e SUPERBAD consegue extrair novas risadas sem cessar.
WALK HARD: THE DEWEY COX STORY, uma sátira das biografias musicais, ataca com todos os familiares clichês que já vimos em filmes excessivamente sérios como RAY, JOHNNY & JUNE e até mesmo PIAF.
O talentoso e marginalizado roqueiro country Dewey Cox (John C. Reilly) vem de origem humilde no sul dos Estados Unidos e conhece a tragédia cedo em sua vida – a morte do irmão, episódio que o assombra por muito tempo durante sua vida adulta. Ele se casa com seu amor de infância e acaba conquistando seus sonhos de estrelato musical através de sua paixão e persistência, apesar de as pessoas mais próximas nunca terem acreditado muito nele.
No caminho, é claro, ele se enrola e experimenta todo tipo de droga imaginável, tem incontáveis esposas e filhos e conhece lendas da música como os Beatles, Buddy Holly e Elvis (os figurantes para esses papéis são clássicos, e quanto menos souber sobre eles, melhor).
Apatow e Kasdan às vezes não sabem como deixar que suas piadas tenham uma morte tranqüila, deixando-as tão "batidas" a ponto de caírem no chão (o roqueiro Dewey gosta de arrancar pias das paredes dos banheiros durante seus acessos de fúria artística, por exemplo; o que não é tão engraçado da primeira vez). Mas o que faz com que o filme continue leve e divertido do começo ao fim é a presença de Reilly, um ator cômico capaz de partir o coração com a sua característica doçura de perdedor, e que não tem medo de fazer as maiores palhaçadas para conseguir boas risadas.
Spoiler Rating: 78
LBC Rating: ~
Por Christy Lemire (Associated Press)
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