Boa parte desse efeito deve-se a trilha musical que existe além da ação. Ela exalta e busca o sublime e dá seriedade e transcendência ao visual. O filme cria seus efeitos essencialmente sobre o visual e a musica. É meditativo. Não mata nossa fome, mas quer nos inspirar e nos engrandecer com seu balé visual.
O filme, também, é em vários aspectos um filme mudo. Há poucos diálogos, o que o torna um filme difícil e eles estão ali simplesmente para indicar que as pessoas conversam entre si. Não deixa de ser curioso que os melhores sentimentos provenham de HAL 9000, um computador que apela por sua vida entoando “Daisy”.
2001 é um filme transcendente. Passados 40 anos, ainda é atual. Conta a lenda que Stanley Kubrick, o mais cerebral dos grandes diretores norte-americanos, sempre teve o sonho de realizar a obra-prima definitiva dos vários gêneros que freqüentou. Filmes de guerra, como GLÓRIA FEITA DE SANGUE; de terror, como O ILUMINADO; reconstituições históricas, como SPARTACUS e BARRY LYNDON; filmes de assalto, como O GRANDE GOLPE - se não atingiu sempre o seu objetivo, Kubrick esteve muitas vezes próximo de concretizá-lo. Ele deixou uma obra marcante, uma das mais notáveis da história do cinema, mas foi na chamada ficção científica que Kubrick se excedeu e se imortalizou.
Spoiler Rating: 90
LBC Rating: ~
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