Foi quando, em 1946, o sucesso de crítica e de publico que Laurence Olivier conseguiu com HENRIQUE V O animou a fazer este HAMLET. Olivier filmou em preto e branco: "Vejo-o mais como uma gravura do que como uma pintura". Muita coisa teve que ser cortada (os personagens Fortinbras, Rosencrantz e Guidenstern foram sacrificados) ou modificada (os solilóquios se transformaram em monólogos interiores). De uma peça de quatro horas e meia, restaram duas horas e 35 minutos de filme.
O rei da Dinamarca morreu. Seu fantasma aparece ao próprio filho, o príncipe Hamlet, para dizer-lhe que foi assassinado, e sua mãe se casou com o assassinato. HAMLET é considerado a grande tragédia da vingança.
Aos 18 anos, Jean Simmons faz Ofélia. Com 27, Eileen Herlie é a Rainha Gertrude, mãe de Hamlet (Olivier estava com 41). E foi a primeira vez que um filme não-americano ganhou o Oscar principal.
Segundo a critica Pauline Kael, "mesmo que achemos que algumas cenas deveriam ter sido realizadas de outra forma, nunca se fez essa peça tão bem, no cinema. Mesmo com omissões e cortes, nunca veremos, com certeza, produção mais emocionante e viva de "Hamlet" nas telas".
Na opinião de Bosney Crowther (The New York Times, em 1948), "assim como o engenhoso e espetacular "Henrique V", de Olivier, propôs novos limites visuais para as peças históricas de Shakespeare, o seu HAMLET nos oferece uma nova visão para as grandes tragédias de Bardo".
Spoiler Rating: 80
LBC Rating: ~


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